O portal “infomoney” publicou ontem, 18/06, matéria sobre as “duras críticas” do banco central mundial contra o Bitcoin e as Criptomoedas. Os termos usados para denegrir as moedas digitais descentralizadas no subtítulo do texto foram: “excessivamente instáveis, consomem eletricidade demais e estão muito vulneráveis a manipulações e fraudes“.

Na verdade, só poderia haver qualquer espanto diante desse tipo de crítica se esquecêssemos que, em grande medida, o Bitcoin e as Criptomoedas existem como reação ao sistema financeiro centralizado e gerido por “bancos centrais”, cujas políticas monetárias desastrosas conduziram o mundo a crises gigantescas em função de sua ganância desmedida e relação promíscua e injustificável com os governos ao redor de todo o globo.

Qualquer defeito que possa ser encontrado no Bitcoin e nas Criptomoedas não pode ser legitimamente comparado com os “defeitos” gerais e específicos de um sistema financeiro que causou e causa todo tipo de desigualdade e distorção econômica imaginável em amplos sentidos, graus e direções.

O mais interessante de toda a matéria é perceber que o tal “banco central mundial” não parece ter qualquer senso da realidade ou de autocrítica e enquanto aponta para a “instabilidade” das moedas digitais, parece esquecer que a “estabilidade” do sistema financeiro atual dá aos bancos e governos o controle do dinheiro das pessoas de maneira invasiva e ditatorial. Muitas pessoas que frequentemente têm dinheiro em suas contas para honrar seus compromissos em datas específicas ficam impossibilitadas de pagar suas contas devido a “limites” e restrições impostas coercitiva e unilateralmente pelas instituições financeiras em nome da própria “segurança” do dono do dinheiro (imagine que há quem acredite nesse tipo de desculpa esfarrapada!).

O consumo de “eletricidade demais” deve ser realmente uma preocupação muito grande do banco central mundial que só não menciona o fato de que todos os bancos gastam muito mais energia do que todas as criptomoedas (e de forma muito mais burra, diga-se de passagem). Qual o custo energético de transportar cédulas de papel facilmente replicadas indefinidamente por burocratas e banqueiros (centrais ou não) em carros fortes ao redor do mundo todo? Sem contar o fato de que o uso de cédula de papel como dinheiro é uma tecnologia absolutamente obsoleta a essa altura da história humana. E se formos realmente fazer a conta de toda a energia usada para fazer funcionar todo o sistema bancário/financeiro mundial? Imagina…

A suposta vulnerabilidade das criptos em torno de manipulações e fraudes é a cereja do bolo da incoerência, uma vez que a crítica vem da indústria mais manipuladora e fraudulenta do mundo, que é a indústria bancária (provavelmente, algo perto de 99,99% da lavagem de dinheiro no mundo ocorre com dinheiro fiduciário e passa por instituições bancárias, naturalmente). As criptomoedas são infinitamente mais seguras de todos os pontos de vista do que o sistema defendido pelo tal banco central.

A infomoney dá voz à crítica contra as criptomoedas mesmo em torno de temas como “confiança e escalabilidade”. Não creio que falte informação aos banqueiros nem aos jornalistas de economia do portal, mas estamos aqui para lembrar aos leitores que o Bitcoin é o próprio “protocolo da segurança” e as questões de escalabilidade estão sendo endereçadas para que, num futuro muito próximo, as criptos possibilitem uma nova cultura econômica, pautada na transparência, liberdade e responsabilidade de forma infinitamente mais acentuadas do que no sistema atual.

O ápice da crítica oferecida na publicação é que “seria muito perigoso tentar administrar a economia global em uma rede descentralizada“.

A primeira pergunta a ser feita aqui é: “perigoso do ponto de vista de quem?”

Redes descentralizadas são MUITO mais robustas, seguras e justas do que redes centralizadas que possuem um único ponto de falha e são constantemente atacadas e hackeadas no contexto do mundo digital atual.

E mais conceitualmente falando, aqui chegamos ao ponto principal de toda a questão, não é mesmo?

A matéria ecoa a ideia de que a descentralização é “muito perigosa”, o que é uma defesa evidente do paradigma centralizado. Basicamente, portanto, o banco central mundial legisla em causa própria e a infomoney decide ser sua porta-voz sob a desculpa de “informar”, “alertar” ou “educar” seus leitores, suponho.

A única coisa que termina sendo feita pela publicação, porém, é que a desinformação prevalece, o FUD se espalha, o status quo é defendido e o time do “deixemos tudo como está para vermos como é que fica“, ganha a copa do mundo. Gol!

Texto: Ezequiel Gomes

 


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