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Bancos de França, Suécia e Inglaterra Fazem Transações via Blockchain com Sucesso

We.Trade, plataforma de intercâmbio financeiro baseada em blockchain, anunciou, nesta terça-feira (3), que as primeiras negociações comerciais efetivadas por meio da nova tecnologia proveram testes bem-sucedidos.

De acordo com a publicação no site da empresa, as transações começaram a ser realizadas por quatro instituições bancárias em 28 de junho. Foram concluídas 7 transações por 10 empresas em 5 países. O processo abrangeu 11 nações europeias, incluindo França, Holanda, Suécia, Reino Unido, Espanha e Alemanha.

“A plataforma We.Trade de blockchain provou que a nova tecnologia melhorou a experiência geral dos clientes em transações internacionais com uma proposta robusta e comercialmente viável. Estamos muito satisfeitos por termos sido os primeiros no mundo”, disse Roberto Mancone, diretor de operações da empresa, segundo o comunicado.

Mancone também disse que “próximo passo será aumentar a adesão de bancos da Europa e de outros continentes. Nove bancos fazem parte do portfólio da empresa, dentre eles, Santander, KBC, Deutsche Bank e HSBC.

A nova rede desenvolvida pela Hyperledger Fabric, hospedada pela The Linux Foundation, foi construída na IBM Blockchain Platform. A Hyperledger é especialista em inovações em finanças, bancos, IoT, cadeias de suprimento, manufatura e tecnologia – incluindo a IBM.

“Este intercâmbio em tempo real é uma grande conquista para todos os envolvidos. Não é só mérito da We.Trade, mas também da colaboração dos bancos que acreditaram na nossa solução. Tudo isso promoveu uma conectividade ainda maior para o novo mercado financeiro”, disse Hubert Benoot, executivo do banco KBC e Presidente do Conselho de Administração da We.Trade.

Fernando Lardies, responsável pela rede Banking Santander e representante da entidade no conselho da We.Trade, também comentou o sucesso das transações.

No Santander oferecemos os melhores serviços e a melhor tecnologia aos nossos clientes, para apoiá-los no seu crescimento e na internacionalização. We.Trade é um excelente exemplo de como o Santander atende às necessidades de seus clientes através da inovação.

O grupo Santander é um dos sócios-fundadores da We.Trade, que também conta com os bancos Deutsche Bank, HSBC, KBC, Natixis, Nordea, Rabobank, Société Générale e UniCredit.

Parm Sangha, executivo responsável pelos serviços globais do Blockchain na IBM também se manifestou.

“A We.Trade demonstrou o potencial da tecnologia blockchain em um ambiente de negócios à medida que nós partimos de aplicações piloto para operações internacionais efetivadas. Reunir um grande grupo de bancos, demonstrar como a tecnologia blockchain pode ajudá-los a ganhar eficiência e oferecer maior transparência nas operações é um modelo revolucionário, que pode remodelar o futuro das finanças ao redor do mundo”.
Espanhóis são os pioneiros

O primeiro consórcio blockchain foi formado há um ano por bancos espanhóis. Por meio de uma parceria com a empresa Grant Thornton, Abanca, Bankia, CaixaBank, Kutxabank, Ibercaja, Liberbank e Unicaja foram anunciados na época como parceiros, o que perfez uma adesão de 33% do setor bancário da Espanha.

Desde a mesma época trabalhando em projetos de inclusão da tecnologia blockchain, o banco Santander anunciou no mês de abril deste ano o primeiro sistema de transferência de moeda baseado na nova tecnologia.

Após receber aporte de US$ 4 milhões, a startup Ripple desenvolveu um aplicativo que permite transferências de valores no mesmo dia entre países.

O serviço, chamado ‘Santander One Pay FX’ foi disponibilizado para clientes no Brasil, Espanha, Polônia e no Reino Unido. O aplicativo, além de ser mais rápido que métodos tradicionais de transferência internacional, mostra a quantidade exata de dinheiro que chegará ao destinatário.

Federação Brasileira de Bancos

No Brasil, a tecnologia no setor bancários ainda caminha a passos curtos. Recentemente um representante da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Leandro Vilain, disse, durante o Ciab 2018, que a lei do sigilo bancário impede a adoção da tecnologia Blockchain pelos bancos brasileiros.

“O grande desafio [para o uso do blockchain] está fora do ambiente tecnológico. Como fica o compartilhamento de informações diante da lei do sigilo bancário?”, questionou Vilain, sobre o compartilhamento de informações dos usuários, uma peculiaridade do blockchain.

O diretor se refere à Justiça, de como ela interpretaria este compartilhamento de informações.

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