A Bithumb confirmou oficialmente o roubo de criptoativos no valor de US$ 30 milhões, resultado de uma invasão hacker na plataforma no dia 19 de junho. Segundo a CCN, a equipe da exchange na última quarta-feira (20) notificou várias plataformas sobre o incidente e deu detalhes.

“Verificamos que algumas criptomoedas, avaliadas em cerca de US$ 30 milhões, foram roubadas. Todos os criptoativos estão sendo transferidos para a nossa carteira fria (off-line) e o prejuízo será coberto pela Bithumb”, dizia um dos comunicados.

No entanto, a corretora rapidamente retirou sua declaração sem fornecer nenhum esclarecimento sobre a situação. Segundo alguns usuários, um porta-voz da empresa disse que o comunicado foi excluído porque ele foi aconselhado a esperar uma investigação mais abrangente dos fatos, principalmente sobre segurança.

A estratégia da empresa era confirmar o roubo, porém já com alguma notícia boa, visto que seus desenvolvedores e equipe de segurança estavam mobilizados num processo de recuperação. Na ocasião, a empresa já informava que havia suspendido temporariamente todos os depósitos e retiradas.

“Após o incidente, realizamos rapidamente o procedimento que era relatar imediatamente à KISA (Agência de Segurança da Coreia do Sul), mas à medida em que a gente tentava um processo de recuperação a escala geral de danos diminuía, disse a equipe da Bithumb.

O valor de US$ 30 milhões informado pela exchange era uma estimativa do montante de fundos que estavam vulneráveis à violação. Depois de uma investigação realizada com o apoio da KISA os desenvolvedores e especialistas em segurança descobriram um método para recuperar uma parte dos fundos roubados.

Na tarde desta quinta-feira (21) a exchange sul-coreana fez uma atualização no seu site e relatou possibilidades reais de reduzir o prejuízo anunciado.

“Nós anunciamos cerca de 35 bilhões de KRW (wons coreanos) em perdas. A Bithumb está reduzindo a quantidade de danos através de um processo de recuperação que está em curso. Os números futuros deverão ser menores”, comunicou a corretora, de acordo com a Coindesk.

Além disso, a Bithumb ressaltou que mantém os fundos da empresa e dos clientes separadamente e que “o grupo acredita que você pode usar a exchange com segurança”.

Até o momento a bolsa ainda não forneceu detalhes sobre como o ataque foi realizado ou quais criptomoedas e em que quantidades foram extraídas, embora se acredite que a XRP (Ripple) foi um dos alvos.

Em um comunicado de imprensa, também divulgado nesta quinta-feira, a Associação Coreana de Blockchain (Korea Blockchain Association), que é um grupo autorregulatório formado por bolsas de valores e startups de blockchain, chamou o hacker de “embaraçoso”.

A associação também salientou que ocorrências como estas, com grandes corretoras, são “uma boa maneira de proteger usuários”.

Quanto maior a bolsa, maior a segurança

O recente ataque de hackers da Bithumb demonstrou a importância dos investidores utilizarem grandes exchanges para negociar criptomoedas.

A exchange já declarou oficialmente que compensará totalmente as perdas de seus investidores com o fundo que mantém, que é cerca de 500 bilhões de KRW (won coreano), analisou a CCN.

Até o final de 2017, a Bithumb divulgou que seu patrimônio de criptomoeda era superior a US$ 1 bilhão e que seu lucro líquido é de US$ 300 milhões.

Repercussão

O caso Bithumb repercutiu bastante em todo o mundo. Grandes investidores deram sua opinião sobre o acontecimento. Charlie Lee, fundador da Litecoin em entrevista à CNBC no dia posterior ao ocorrido, foi um deles.

Lee disse que a recente invasão da principal bolsa de criptomoedas “não muda os fundamentos do Bitcoin; da mesma forma que um roubo de banco não deve afetar o preço do ouro”.

“Se a bolsa não protege as moedas bem o suficiente e é hackeada, isso realmente não muda os fundamentos dessa moeda que eles estão protegendo”.

Ele também reiterou que a queda de preço [no mercado de criptoativos] é uma reação típica a estes tipos de notícias, o que “acontece o tempo todo” porque as pessoas ficam com medo.

A história se repete

Não é a primeira vez que a Bithumb tem seu sistema de segurança invadido. No ano passado um relatório do serviço de notícias regional Yonhap indicou que cerca de 30 mil clientes foram prejudicados.

Na ocasião, a fonte do vazamento de dados foi um computador de um funcionário que havia sido invadido por cibercriminosos, o que levou ao roubo de fundos de um número desconhecido de contas.

Como agora, a empresa prometeu ressarcir todos os usuários que sofreram prejuízos, tanto por meio de retiradas indevidas quanto pelo uso dos dados para práticas ilícitas.


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