Notícias

Conheça o homem que está ensinando sobre Bitcoin a estudantes na Coreia do Norte

A Coreia do Norte pode ser um dos países mais isolados do mundo, mas ainda está tentando se adaptar tecnicamente e competir com outras nações.

O país sofre atualmente com pesadas sanções dos Estados Unidos e da União Européia, sanções resultantes da realização de testes de mísseis nucleares e violação dos direitos humanos cometidos pelo país asiático. Nas últimas duas semanas, a Coreia do Norte também provocou e irritou os norte-americanos e outros países ao lançar um novo tipo de míssil balístico intercontinental que chegou muito próximo do Japão.

Por causa dessas sanções, muitos bancos norte-coreanos não são capazes de processar adequadamente transferências bancárias internacionais. Os especialistas acreditam que a Coreia do Norte pode ignorar essas sanções usando criptomoedas descentralizadas, como Bitcoin ou Monero. Um artigo da FireEye sugere que o governo norte-coreano esteja por trás de hackers que atacaram exchanges sul-coreanas recentemente.

Bitcoin e Blockchain

Em 23 de novembro, o ExpressVPN publicou um relatório que descreveu a jornada de ensino de bitcoin e blockchain de Federico Tenga para estudantes da Coreia do Norte. Tenga foi convidado pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang (PUST), para ensinar ciência da computação e ensinar a estudantes sobre varias matérias ligadas à tecnologia, mas, principalmente, sobre a tecnologia de blockchain e seus possíveis casos de uso.

Tenga descreveu sua experiência:

Como estudantes de Ciência da Computação, eles definitivamente vieram à aula com um pouco de conhecimento prévio, e eles são muito bons programadores, mas como eles não têm muito acesso ao mundo externo, eles obviamente não experimentaram a mesma quantidade de conteúdo na internet a que um europeu tem acesso.

Ele acrescentou:

Quanto ao ensino de Bitcoin, não é tão complicado quanto parece quando o tema é dividido em pequenos pedaços. Nós simplesmente dividimos o estudo em em quatro partes: i) como funcionam as assinaturas digitais, ii) o que é prova de trabalho, iii) como funciona a blockchain, e iv) como combater o gasto duplo. Depois de dividir o tema, não é muito difícil entender os conceitos.

É particularmente interessante ver que um país isolado e restritivo, como a Coreia do Norte, que tem um número muito limitado de usuários de internet, possuir instituições interessadas em explorar os possíveis casos de uso de tecnologias como o blockchain. Alguns especialistas acreditam que a Coreia do Norte pode usar esse conhecimento para conduzir ataques hostis contra infra-estrutura de criptomoedas, como exchanges e operações de mineração.

Fonte: Criptomoedas Facil

Deixe sua opinião