Governos por todo o globo têm procurado explorar como as soluções em blockchain podem quebrar paradigmas em relação aos processos governamentais que sofrem com a falta de transparência e burocracia. No entanto, apesar dos anúncios, pouco tem sido colocado em prática. Uma das nações que tem liderado este processo de adoção da tecnologia blockchain é Dubai.

Conhecido por seus enormes prédios espelhados e sua fama de riqueza, Dubai está muito a frente de qualquer país no mundo quando o assunto é blockchain. Assumindo a vanguarda da nova indústria, o país quer se tornar totalmente “in blockchain” até 2020. Trata-se de uma meta ousada, mas não impossível para o país que já está diversificando sua economia anteriormente centrada no petróleo.

A Educhain é uma das plataformas em blockchain que integram as diversas soluções já em operação em Dubai. A iniciativa da startup abrange todos os níveis de educação para garantir e agilizar o intercâmbio de credenciais acadêmicas digitais, operando em conjunto com parceiros da América do Norte e Europa e permitindo que os alunos solicitem e recebam registros digitais seguros para um tipo de “Passaporte Acadêmico”, no qual será possível realizar todo o gerenciamento dos registros escolares, aplicações universitárias, trabalhos acadêmicos entre outros.

Os participantes confirmados no programa somam mais de 400 mil alunos e incluem instituições líderes como Universidade de Dubai, American University in Dubai, Amity University Dubai, Universidade de Zayed, Academia Management Solutions International, Faculdade de Gestão MENA e Horizon English School. “Este será o primeiro piloto operando em blockchain numa escala muito grande e uma das maiores colaborações com o setor público. A blockchain revolucionará a forma como emitimos, gerenciamos e compartilhamos registros digitais. Estamos orgulhosos de lançar este piloto global como uma das primeiras implementações práticas da tecnologia“, destacou Mark Balovnev, CEO da Educhain.

Mark Balovnev, CEO da Educhain

O Criptomoedas Fácil conversou com Mark Balovnev que comentou como funciona atualmente a solução em Dubai:

“Desenvolvemos nossa plataforma tanto em blockchains públicas, como o Ethereum, como em blockchains privadas, como a Hyperdeger Fabric. As soluções são interoperáveis, ou seja trabalham juntas para oferecer uma solução única, garantindo a total credibilidade e imutabilidade dos documentos. Atualmente nossa plataforma registra cada documento em todas as plataformas, criando diversas ‘cópias’ separadas nas diferentes blockchains com as quais trabalhamos, no entanto, já estamos desenvolvendo uma solução na qual haverá uma blockchain principal e outras blockchains secundárias que se comunicam entre si e são ‘validadas’ pela blockchain principal.”

Balovnev destaca que o processo elimina os custos administrativos e os tempos de processamento para as instituições, ao mesmo tempo em que cria novos fluxos de receita. Além disso, como Dubai já possui um solução de Identidade Digital, é possível integrar a plataforma da Educhain nesta solução. Segundo ele, a nação árabe já trabalha desta forma, por meio de uma blockchain principal que, necessariamente, se comunica com as soluções em blockchains secundárias num processo de multichain.

Blockchain pública e privada

Segundo Balovnev, o grande problema que, muitas vezes, impede a adoção em massa das blockchains públicas, como a escalabilidade e o tempo das transações, não afeta as blockchains privadas, o que as torna uma solução ideal para governos e empresas que desejam mais segurança mas não abrem mão dos controles de acesso. Por isso, Balovnev também acredita que as diversas discussões que vêm ocorrendo em todo o mundo sobre processos de regulamentação da indústria de criptomoedas não vão atingir a tecnologia blockchain, mas serão focadas nas criptomoedas e tokens que podem circular como um dinheiro sem fronteiras e isso acende a luz dos reguladores.

Balonev também destaca que no futuro, assim como acontece em Dubai atualmente, existirão diversas soluções em blockchains comunicando-se entre si, não ocorrendo essa espécie de ‘disputa’ que existe entre as blockchains públicas que, em algum momento, pretendem sobrepor outra tecnologia, como os discursos de ‘retomar os ideias originais do Bitcoin’, ‘resolver os problemas da Ethereum’, ‘ser o novo Bitcoin’.

Khalfan Belhoul, CEO da Dubai Future Foundation, salientou:

“Com a Educhain buscamos demonstrar que o valor da blockchain vai muito além da tecnologia financeira e pode impulsionar o valor e a felicidade da sociedade em diversas áreas, como a educação. Além de representar uma das primeiras etapas significativas na implementação real da blockchain e solidificar a reputação de Dubai como a capital mundial da indústria de blockchain.”

O Brasil também está no radar da startup, que destaca que já existem conversas em andamento com instituições nacionais buscando parcerias para implementar a solução. O Brasil, segundo Balovnev, é um mercado promissor para a tecnologia blockchain, não apenas pela sua capacidade econômica, mas pela sua extensão territorial que envolve um enorme desafio para as autoridades governamentais. Com a blockchain tornando os processos mais transparentes, rápidos e seguros, muita burocracia pode ser eliminada e muito dinheiro gasto atualmente com este processo pode ser economizado e direcionado para outras áreas.

A iniciativa, a qual a Educhain faz parte, foi lançada em 2016 pela Alteza Sheikh Hamdan bin Mohammed bin Rashid Al Maktoum, príncipe herdeiro de Dubai e presidente da Dubai Future Foundation, sob as diretrizes de sua alteza Sheikh Mohammed bin Rashid Al Maktoum, governante de Dubai e em colaboração com a Autoridade de Desenvolvimento e Desenvolvimento Humano (KHDA), a autoridade de regulação da qualidade educacional da cidade.


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