A Taylor, empresa fundada por brasileiros que perdeu quase todos os fundos em um ataque hacker após fazer um ICO na Estônia, vai emitir um novo token. O anúncio foi feito em sua página do Medium na sexta-feira passada (22).

Como os antigos tokens — batizados de TAY — também foram roubados, a startup começará a distribuir o novo no dia 20 de julho para quem detinha o antigo. Conforme o texto, será tudo feito de maneira automática e de modo equivalente (1 para 1) para quem estivesse com eles em uma carteira.

Com os usuários que tinham o TAY nas exchanges descentralizadas Idex e EtherDelta, será mais difícil. Para operar nesses sistemas, os clientes mandam seus tokens por meio de contratos inteligentes; portanto, pela blockchain não é possível saber quem são os reais donos para poder entregar os novos tokens.

A solução, conforme o texto assinado por Thiago Régis, um dos fundadores da Taylor, os tokens que a empresa tem 100% de certeza sobre o dono serão distribuídos aos respectivos endereços.

Os demais não serão distribuídos. Neste caso, o dono deverá entrar em contato para que seja feita uma espécie de prova de posse.

Desta vez, o token ficará ‘trancado’ até que o produto da empresa, um aplicativo de trading de criptomoedas, seja lançado e que tudo esteja pronto para lançá-lo numa exchange.

Outro mudança é que a futura criptomoeda mudará de nome e de símbolo — ambos ainda estão sendo discutidos e ainda não há um versão final. As opções até o momento são TAYLR, TYR, TLR, TLX, TLOR.

O Roubo dos Ethers e dos tokens

No dia 21 de maio, a Taylor afirmou que havia sido hackeada. Como resultado, perdeu todos os fundos. No total, foram roubados 2579 Ethers, além dos tokens emitidos pela própria Taylor (TAY), usados para financiar o projeto de um aplicativo de trading de criptomoedas.

Só não foram roubados os tokens dos conselheiros e dos fundadores porque havia um contrato inteligente que os tornavam inacessíveis no momento. “Nós provavelmente não vamos recuperar nossos fundos”, disse a empresa na época.

A empresa não informou qual foi o problema de segurança. Na época do roubo, o especialista em segurança Leandro Trindade, afirmou que era estranho que a empresa não tivesse adotado medidas físicas de segurança: “Esse negócio de deixar todos os ovos na mesma cesta, é terrível não ter uma hot/cold wallet e ainda deixar os fundos acessíveis via internet”.

Plano de recuperação e novo token

No início de junho, a Taylor lançou um plano de recuperação. A ideia era  levantar mais capital para voltar a trabalhar no produto desenvolvido pela startup, um tipo de assistente de compra e vendas de criptomoedas.

“Como nosso objetivo é recuperar a confiança de quem tinha nossos tokens e da comunidade, decidimos que o melhor a fazer é vender parte dos tokens dos fundadores. Portanto, estamos oferecendo 20% deles em uma venda privada pelo valor de 0,0007 ETH cada um”, explicava o texto divulgado no Medium da companhia.

Conforme a empresa, o plano era levantar US$ 80 mil para garantir garantir que o time de desenvolvedores voltasse a trabalhar em tempo integral no aplicativo.

No artigo, assinado por Fabio Seixas, o CEO da Taylor, ele comenta que o período tem sido difícil e que parte da comunidade tem acusado-os de scammers. “Se fôssemos scammers ainda estaríamos aqui?”, escreveu.

Sobre o roubo, ele diz que há uma investigação em andamento, mas que não é possível divulgar detalhes no momento. Também admite que houve uma falha interna na segurança da empresa. “Sim, nos c*gamos!. Poderíamos ter prevenido essa infeliz situação”.


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