O Google vai proibir os anúncios de criptomoedas até o final no mês dentro do mercado brasileiro. A empresa disse por meio de sua assessoria de imprensa, que está “trabalhando para implementar a política até o final de junho”.

A mudança no sistema de ‘ads’ estava marcada para começar neste mês, contudo, as propagandas das palavras-chave no buscador e nas propagandas irritantes do Youtube prosseguiram.

Em março, a companhia anunciou que mudaria as regras para impedir publicidade de contratos por diferença (CFD), forex spot, apostas de spread financeiro e conteúdos relacionados a criptomoedas.

A atualização da política de serviços financeiros do Google prevê a restrição de anúncios de criptomoedas e opções binárias nas aplicações da empresa, como nos sites cadastrados no navegador e no YouTube.

Dessa forma, publicidade como ofertas iniciais de moeda (ICO) e de trocas de moedas serão retiradas dos sites da companhia. A empresa só permitirá anúncios de empresas certificadas.

Só que para obter a certificação, as atividades relacionadas precisam estar legalizadas nos países de origem ou nos países para os quais são direcionadas as propagandas. Assim, anúncio de bitcoins e outros ativos não serão permitidos em nenhum lugar do mundo.

Algumas alternativas de produtos financeiros que envolvam especulação serão permitidas em alguns países, mas elas também precisam passar pelo processo de certificação do Google. A lista está aqui.

Google seguiu o Facebook

Em janeiro, o Facebook fez o mesmo, com a justificativa de que os anúncios são frequentemente associados com “práticas enganosas ou desonestas”. Outras plataformas como Reedit, Snapchat e Twitter também já adotaram a prática.

A onda de restrição foi resultado do crescimento de ICOs falsas cujo objetivo era roubar dinheiro de investidores. Segundo um relatório publicado no mês passado pelo Wall Street Journal, 21% de ICOs (direcionadas à língua inglesa) são scam. De 1.450 ofertas analisadas, 271 foram sinalizadas como possíveis fraudes, um total de US$ 1,1 bilhão.

Para se defenderem de internautas desavisados, as companhias de tecnologia que detêm o maior tráfego de dados do mundo optaram pela prevenção. O problema é que, ao impedir na totalidade qualquer tipo de publicidade relacionada a criptomoedas, os gigantes impedem que startups de blockchain bem-intencionadas adentrem no maior espaço de publicidade do mundo.

Facebook e Google juntos controlam mais da metade dos anúncios digitais nos Estados Unidos. A estimativa da eMarketer é que, juntas, obtenham uma receita de mais de US$ 133 milhões em publicidade em 2018.

Possível origem das proibições

Segundo noticiado no site News Sky, Facebook e Google proibiram os anúncios após um estudo britânico que identificou um aumento de 400 mil por cento de vítimas enganadas na Grã-Bretanha nos últimos seis anos através de propaganda fraudulenta nas redes sociais.

No início deste mês, Mark Carney, presidente do Banco da Inglaterra, alertou o mesmo site que as criptomoedas enfrentavam uma repressão regulatória. Ele disse que chegou o momento de “regular elementos do ecossistema criptográfico para combater atividades ilícitas”.

 


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