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ICOs: fraude ou grande oportunidade?

A resposta curta: um pouco dos dois.

O que é um ICO?

O termo ICO quer dizer Initial Coin Offering, e marca o momento em que uma criptomoeda é oferecida pela primeira vez no mercado, em processo semelhante à primeira negociação de uma ação na bolsa. Ao venderem suas novas criptomoedas, os empreendedores obtêm fundos para implementar e fazer crescer seu projeto.
Atualmente, o site ICO Alert lista dezenas de ICOs abertos e mais centenas previstos. São projetos que vão desde plataformas que aumentam a eficiência na coleta de doações para causas humanitárias, até outras que pretendem ser comércios eletrônicos dedicados à “venda de gadgets indie”.

Em 2017, os ICOs ganharam destaque depois que se constatou que os fundos levantados por eles superavam o valor investido por fundos de capital de risco.

Como funciona um ICO?

O anúncio de um ICO pode ser feito de várias formas: desde propagandas no Tinder até posts em fóruns como o Reddit ou Bitcointalk. A partir daí, o potencial investidor pode obter mais informações sobre o projeto, como detalhes técnicos de funcionamento, cronograma, orçamento, time, dentre outros.
Como o investidor pode usar essas informações para avaliar seus investimentos merece um artigo à parte. Mas, por exemplo, se os fundadores vendem apenas 5% das moedas e guardam para si 95%, isso geralmente é um péssimo sinal. O potencial investidor deve estar atento a detalhes como esse.

A ideia é que, tendo recebido o dinheiro – geralmente em Bitcoins ou Ether – o time possa desenvolver seu projeto, lançar a moeda virtual e dar um belo retorno a todos aqueles que apostaram cedo em seu sucesso, uma vez que a moeda seja listada em uma bolsa de moedas virtuais.

Qualquer um pode participar? No Brasil não existe nenhuma lei impedindo o investimento em ICOs por pessoas físicas, no entanto, estas moedas não são negociadas fortemente nas bolsas locais.
Vale notar que os reguladores ao redor do mundo estão atentos e já emitiram opiniões orientando os investidores a serem cautelosos.

Vantagens

•         Eles são uma forma mais eficiente e barata de financiamento. ICOs tiram da equação uma série de complicações por parte do empreendedor quando ele tenta levantar fundos. Lidar com fundos de capital de risco significa, hoje, ter que aprender termos obscuros como “pre-money valuation”, “notas conversíveis” e “term sheets”. ICOs são diretos: o empreendedor anuncia as condições da oferta e levanta o dinheiro ou não.
•         Eles permitem que investidores comuns participem dos potenciais ganhos de uma oferta inicial. No primeiro dia de negociação, o Snapchat ofereceu um retorno de 50% àqueles que compraram suas ações antes do lançamento. O Google, 18%. Mas nada disso se compara ao retorno de investimentos em criptomoedas. A Ripple retornou 3,977% no primeiro semestre de 2017. E um de seus aspectos mais incríveis: qualquer um teve a oportunidade de participar, ao contrário dos IPOs, geralmente abertos apenas para investidores institucionais.
•         Estimulam a inovação. Ao tornar tão fácil o acesso ao capital, a inovação é estimulada. Claro que surgem projetos como o Useless Token, que faz exatamente o que o nome sugere. Também surgem projetos exóticos, como uma criptomoeda voltada inteiramente ao mercado islâmico, que opera de acordo com as regras da Sharia, a Noorcoin.

Desvantagens

•         Fraudes. O acesso fácil ao capital também faz com que esquemas de pirâmide sejam fáceis de executar. São diversos exemplos, como a PlexCoin (Levantou US$ 15 milhões), Benebit (US$ 4mm) e até a PonziCoin (US$ 250.000).
•         Uma parte considerável das criptomoedas podem ser consideradas ações. Alguns ICOs dão aos seus compradores moedas virtuais que garantem voto em determinadas decisões da empresa e pagam dividendos. Parece familiar? Sim, podem ser considerados uma ação e portanto são regulados pelos órgãos de fiscalização do país (no Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários – CVM). Isso gera um risco jurídico, uma vez que o órgão regulador pode considerar o ICO como uma oferta de ações realizada de forma ilegal.
•         Falta de regulação leva a riscos muito altos para investidores. Além de outras formas de manipulação de mercado, um método conhecido é o “pump and dump”, geralmente feito em moedas com pequeno valor de mercado. Nessa modalidade, os manipuladores compram moedas rapidamente, elevando o preço e de repente vendem tudo no mercado, de modo coordenado e para beneficiar o próprio grupo. O preço despenca e o investidor desavisado, que queria aproveitar a onda, leva um prejuízo gigantesco.

Por isso, a resposta é depende.

Muitos fatores devem ser levados em consideração para que o investidor não esteja caindo em uma armadilha. A verdade é que existem muitos excelentes projetos no meio das dezenas e dezenas de ofertas.
O retorno médio de um ICO em 2017 foi de 1.320%. Contudo, isso se deve mais à novidade do fenômeno do que qualquer outro fator. Muitos desses projetos provavelmente não irão sobreviver no longo prazo, e muitos são puros esquemas fraudulentos. O que importa ao investidor é encontrar aqueles que valerão à pena daqui 5 anos.

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