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O 2º dia do Blockchain Fórum de Porto Alegre

O Blockchain Fórum de Porto Alegre foi uma realização do Diretório Central de Estudantes da PUC-RS. Contando com grandes nomes do mundo das criptomoedas, como Luiz Calado (economista-chefe do Mercado Bitcoin), Marcos Henrique (sócio da Foxbit) e Fernando Ulrich (XP Investimentos).

Confira o programa aqui.

O segundo dia de palestras, no dia 07/06, contou com grandes nomes do mercado, trazendo conteúdo de muita qualidade para o público. O sucesso foi tão grande que os debates se estenderam noite adentro, acabando apenas 22h30. A participação da plateia foi animadora, mostrando que existe interesse real pelo assunto e pela tecnologia revolucionária que é o blockchain.

Alguns dos destaques foram a palestra de Luiz Calado, economista chefe do Mercado Bitcoin, que falou sobre organizações exponenciais, o mercado de criptomoedas e as perspectivas do setor. Fernando Ulrich, da XP Investimentos, também deu uma palestra na qual falou de suas perspectivas para o setor, e de como  mundo das criptomoedas pode ser complexo e confuso, mesmo para os especialistas.

1º Painel – Blockchain

O primeiro painel contou novamente com a presença de Helio Guilherme, da NowGo. Outras apresentações foram conduzidas por Ricardo Urresti e Renato Teixeira, da Oracle e Eduardo Melo, também da NowGo.
Helio Guilherme compartilhou sua experiência com o Hyperledger, e como ele pode ser aplicado no mercado financeiro. O Hyperledger é um projeto de 2015, que visa juntar várias empresa e indústrias para pesquisa sobre as aplicações do blockchain. O projeto une várias iniciativas de blockchain, cada uma com suas características. Isso visa resolver problemas como escalabilidade e falta de suporte de transações privadas.

O pessoal da Oracle também apresentou alguns usos do blockchain, e como a empresa está se inserindo nesse mercado. A Oracle inclusive pertence à iniciativa Hyperledger.

2º Painel – Jurídico

Depois de uma breve pausa, as palestras foram retomadas, dessa vez com uma abordagem jurídica. A primeira palestra foi da Dra. Renata Baião, juíza do TJ-SP, que falou como o blockchain poderá mudar as regras do jogo. Como juíza, falou de sua experiência no dia a dia, e como o blockchain pode ajudar a constituir provas, e fazer com que os processos andem mais rápido, por exemplo. Foi uma das palestras mais inspiradoras do dia, já que vimos que uma juíza do Tribunal de Justiça com tanto conhecimento das novas tecnologias e como podem ser aplicadas à realidade.

O Dr. Helio Moraes, do Pinhão; Kofman Advogados, palestrou sobre os uso do blockchain no setor de energia. Por exemplo, o blockchain facilitaria a conexão de sistemas individuais de energia à rede nacional, permitindo que o pequeno produtor – com uma placa solar em casa, por exemplo, seja remunerado por sua contribuição.

Os aspectos legais dos ICOs ficaram a cargo de uma palestra pela Dra. Emilia Campos, sócia do Malgueiro Campos Advogados. Importante destacar nesse assunto o pronunciamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre os ICOs, de outubro de 2017. Seguindo a linha de muitos órgãos internacionais, a CVM afirmou que algumas emissões podem ser consideradas ofertas públicas de valores mobiliários, o que colocaria os tokens sob sua regulação. Descumprir as regras pode levar a multas pesadas e até à prisão. Listou ainda uma série de pontos que devem ser verificados pelo investidor, para garantir seu investimento.

Por algumas questões logísticas, a palestra de Lucas Galvão, da Félix e Galvão Advogados Associados foi transferida para o final. Contudo, vamos falar dela aqui para não confundir os leitores. Lucas falou do direito à privacidade, que muitas vezes é violado pelas empresas, usando os famosos Termos de Uso, que ninguém lê. Participantes mostraram em tempo real que o google coleta dados de voz várias vezes ao dia, mesmo com o celular desligado. O problema é tão sério que a União Europeia instituiu o GDPR, lei que protege os dados pessoais. Mas o que isso tem a ver com blockchain? A tecnologia pode aumentar a transparência do que é compartilhado com cada entidade da qual participamos. Os usuários que tivessem seus dados pessoais em blockchain poderiam escolher quais os dados que iriam compartilhar com quais entidades.

3º Painel – Blockhain e Criptomoedas

O bloco começou com uma apresentação esclarecedora de Fernando Ulrich, da XP Investimentos, que afirmou “não saber nada sobre Bitcoin”. Claro que a afirmação é exagerada, mas ilustra bem o dilema de quem quer estudar as criptomoedas e o blockchain. É muito difícil dominar todos os campos que são a base dessa tecnologia. O blockchain envolve estudar economia – em seus aspectos mais diversos, como monetária e comportamental. Também envolve estudar a finanças, para entender as variações de preço e a lógica por trás delas. Mas também envolve programação e criptografia, campos dos quais a maior parte das pessoas tem conhecimento próximo do mínimo.

Nesse bloco também falaram Guilherme Araújo, da IBM, e Marcos Henrique, da Foxbit. Guilherme Araújo falou sobre a tecnologia blockchain que a IBM está desenvolvendo. Entre os seus usuários encontram-se, por exemplo, o Wal-Mart. Em um projeto piloto, a cadeia de suprimentos das mangas foi mapeada, para evitar contaminações.
Luiz Roberto Calado, economista-chefe do Mercado Bitcoin, também palestrou. O estudo de caso do Mercado Bitcoin mostrou o que são organizações exponenciais. O MB demorou quase um ano para dobrar de tamanho de 100 mil para 200 mil clientes, mas foram apenas 3 meses para passar dos 400.000 clientes para o primeiro milhão.

Calado também comparou as criptomoedas com o mercado financeiro tradicional, mostrando que eles não são tão diferentes assim. O índice de Sharpe mede o retorno de um ativo quando considerado seu risco. Quanto mais alto, melhor a relação risco-retorno daquele ativo naquele período. O Sharpe do Bitcoin em 36 meses é de 0,56, enquanto o da Amazon é 0,51. Ou seja, o Bitcoin é de fato volátil, mas seus retornos muito mais do que compensam sua adição a um portfólio.

Outros exemplos ricos foram dados na palestra. As ações da Netshoes afundaram 58% em apenas 2 dias depois de notícias de resultados negativos. Isso é mais acentuado do que qualquer queda do Bitcoin. Comparado com a Petrobras, o Bitcoin também é mais estável nos últimos tempos. Quem tivesse investido R$100 em Bitcoin em 9 de maio teria R$90 em 07 de junho. Quem tivesse investido a mesma quantia em Petrobras, teria hoje R$60.
Para as perspectivas futuras, Luiz Calado comentou a resistência às criptomoedas. A primeira declaração de “morte” do Bitcoin foi em 2010, quando estava cotado a US$0,23. Alguém que tivesse segurado a criptomoeda desde essa época teria tido um retorno de mais de 3.000.000%. Mesmo hoje vários especialistas afirmam que o Bitcoin não é mais do que uma bolha.

Contudo, os bancos já reconhecem o seu valor. Foram dados diversos exemplos de usos de caso, como o do BBVA. O banco espanhol usou o blockchain para emitir um empréstimo de mais de US$90 milhões em apenas algumas horas, incluindo o tempo de negociação.
A apresentação dele pode ser encontrada aqui.

 

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