O fim do regime de padrão-ouro começou a ser costurado durante a Primeira Guerra Mundial. Durante o conflito, os países beligerantes precisavam se livrar das amarras impostas pelo lastro do ouro em suas moedas. E, pouco a pouco, começaram a fazê-lo.

E, de forma rápida e dolorosamente fatal, as consequências desse ato se manifestaram. Não é à toa que a hiperinflação mais conhecida da história teve origem exatamente depois da guerra, na Alemanha, em 1923.

Durante nove anos, de 1914 a 1923, o governo alemão imprimiu seguidamente quantidades cada vez mais extraordinárias de dinheiro, sem nenhum respeito ao lastro em ouro, para financiar os seus esforços de guerra. Com a derrota alemã, em 1918, todo o ouro dos cofres do país acabou sendo confiscado pelos vencedores (França, Inglaterra e Estados Unidos) como forma de indenização pelo conflito.

E deu-se o caos pois, em nove anos, o marco alemão simplesmente despencou de valor: saiu de 4,2 marcos por dólar em 1914 para 4,2 trilhões de marcos por um dólar em 1923.

Para se ter uma ideia, um simples ovo chegou a custar mais de 500 milhões de marcos para ser comprado, no auge da hiperinflação do país.

E esse foi apenas o primeiro e mais famoso caso de descontrole financeiro. Após a Primeira Guerra, nenhum país experimentou uma sucessiva queda de preços aliada a um aumento do nível geral de riqueza — algo que era comum até o final do século XIX. Casos como o Zimbábue em 2008 e a Venezuela atual parecem ter mostrado uma triste diretriz: o dinheiro ruim, portanto, veio para ficar.

As consequências

O Brasil não ficou imune a esse processo. Embora nossa inflacão não tenha sido tão devastadora quanto a da Alemanha (um 7×2, por assim dizer), ela teve a maior duração entre todas, com quase 15 anos. Só veio acabar com a implantação do Plano Real, em 1994.

Antes do Plano Real, o país jamais havia experimentado um ciclo duradouro de uma moeda estável. À exceção do período imperial, que acabou no final do século XIX, a regra brasileira era ter uma moeda fraca, totalmente manipulável pelo governo, cujo poder de compra mal chegava a durar um mês completo.

Devido a esse histórico de irresponsabilidade no trato com a moeda por parte de seu emissor, o estado, a cultura de desleixo e temor em poupar acabou se espalhando para o restante da população, de forma involuntária. Não havia qualquer incentivo para guardar nenhuma quantidade de dinheiro para o futuro — qual era o sentido em economizar um dinheiro que perdia 90%, 100% ou até mais de seu valor a cada mês?

Mesmo a adoção do real não trouxe grandes soluções ao problema. Se, por um lado positivo, deixamos de lado os 100% ao mês de inflação, por outro tivemos uma alta de preços gradual e de longo prazo. Desde sua criação, a moeda brasileira perdeu quase 90% de seu valor. Algo nem um pouco confiável para uma moeda que possa ser utilizada no longo prazo. Quem iria investir sua riqueza de anos em um dinheiro que perde seu valor a cada dia, seja de forma abrupta ou de forma gradativa?

Isso, também, traz uma explicação ao fato de que temos diversos produtos de investimentos atualmente. Não apenas dispomos de uma economia mais complexa e diversificada, como também esses produtos se tornaram uma forma de todas as pessoas — do grande investidor até a dona de casa — se protegerem contra a destruição da moeda.

O papel do Bitcoin

O paradigma de nos livrarmos de uma moeda ruim e com poder de compra decrescente parecia insolúvel. Comprar ouro, uma das formas clássicas de proteção, demanda um processo muito complicado de cadastro, sem falar nos riscos de armazenar o metal consigo.

Com o Bitcoin, os riscos e complicações tornam-se praticamente nulos. Armazenar bitcoins é algo que pode ser feito com um simples smartphone, e não demanda nenhum processo longo e complexo de cadastro: basta usar uma simples carteira e comprar a moeda, partindo de qualquer valor.

Essa facilidade de uso e aquisição se refletiu nos valores apresentados pelo mercado, que cresceu exponencialmente em 2017 e continua apresentando números relevantes em 2018. Apesar da queda de preço dos ativos, aumentou o interesse pelos projetos, a quantidade de pessoas utilizando como moeda corrente (a verdadeira moeda livre) e consolidando seu papel como uma forma alternativa de meio de troca.

O aumento do interesse pela classe de ativos digitais significa um aumento no interesse de ativos que mantenham distância das intervenções do estado, por ativos que não sejam valorados e lastreados em uma moeda fraca e manipulável. Tal interesse se reflete nos números brasileiros, que mostram o número de cadastros em corretoras de Bitcoin superando os cadastros em bolsa de valores numa proporção de 2 para 1.

Com o aumento do interesse pelo Bitcoin, podemos ver um crescente aumento no número de interessados em conhecer como o dinheiro funciona — e, principalmente, como ele pode funcionar sem precisar ser emitido pelo estado. E, talvez, vejamos a cultura de gasto e prodigalidade trazida pelas moedas estatais ser (novamente) substituída pela cultura de longo prazo e responsabilidade financeira. Algo que só uma moeda forte pode ajudar a consolidar.


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