A discussão em torno das moedas digitais descentralizadas tem muito que ver com a noção de liberdade individual e de propriedade privada, mas muito engana-se quem pensa que as grandes questões em torno desses ideais surgiram ontem. Não.

Hayek, em seu livro “Os erros fatais do socialismo: por que a teoria não funciona na prática”, p. 42-43 diz que

“os fundamentos distintivos da civilização moderna foram assentados na Antiguidade, na região ao redor do mar Mediterrâneo. Lá, possibilidades de comércio a longas distâncias deram vantagem às comunidades a cujos indivíduos se permitia fazer uso livre do próprio conhecimento individual sobre aquelas nas quais o conhecimento comum era local, ou de um governante, determinava as atividades de todos. Até onde sabemos, a região do Mediterrâneo foi a primeira a ver a aceitação do direito de uma pessoa de dispor de um domínio privado reconhecido, o que permitia assim aos indivíduos desenvolver uma densa rede de relacionamentos comerciais entre diferentes comunidades. Tal rede funcionava de modo independente das opiniões e dos desejos dos chefes locais, pois o movimento dos comerciantes navais dificilmente poderia ser dirigido por um poder central naquele tempo. […] O mundo greco-romano foi, essencialmente, de posse privada; um mundo de comércio e manufaturas privados”. […] Se a propriedade privada é o âmago da moralidade de toda civilização avançada, os gregos antigos parecem ter sido os primeiros a compreender que ela é também inseparável da liberdade individual. Relata-se que os criadores de Creta davam por pressuposto que a liberdade é o bem supremo […] ao passo que numa condição de escravidão, tudo pertence aos governantes“.

As grandes questões do mercado de criptomoedas estão, praticamente todas aí.

Sem pretender ser exaustivo em minhas reflexões, alerto para a presença da ideia das possibilidades de comércio a longas distâncias como dando vantagens civilizatórias aos que elas podiam se beneficiar. O mesmo se dá no universo das criptomoedas que conecta o mundo todo pela internet e pode beneficiar aqueles que sejam capazes de usar esse potencial para fazer dinheiro.

A posse das “chaves privadas”, incapazes de pertencer a ninguém mais, é essencial na arquitetura do Bitcoin e demais Altcoins. Essa realidade, aliada à disposição de manter uma densa rede de relacionamentos comerciais cria as condições da prosperidade. Toda essa realidade “dificilmente” poderia ser conduzida por uma autoridade central. Isso era verdade naquela época da aurora da civilização e continua sendo verdade hoje.

Uma civilização avançada reconhece a liberdade individual como pilar inegociável, o contrário é a escravidão do poder centralizador, seja o governo ou os bancos.

O passado nos apresenta lições importantes e quem está do lado da filosofia do Bitcoin e das Criptomoedas pode descansar por estar do lado certo da história.


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