A exchange e plataforma de multiserviços de criptomoedas Ripio Credit Network (RCN) anunciou recentemente uma parceria com a Decentraland (plataforma de realidade virtual que utiliza a tecnologia blockchain da rede Ethereum para o registro e negociação de seus terrenos virtuais). Por meio do acordo entre as plataformas, os usuários da Ripio podem agora comprar e hipotecar terrenos virtuais na Decentraland, ambas empresas são argentinas.

A ideia da plataforma Decentraland é inusitada e por meio dela foram comercializados pedaços de terra virtual, ou seja, que nunca poderão ser habitados por uma pessoa. Na aplicação, os usuários podem “criar”, “experimentar” e “monetizar conteúdo e aplicativos”. Neste universo, o “mundo” (ou land) é totalmente controlado pelos usuários e cada terreno pertencem a um usuário e é denotado por um conjunto de coordenadas cartesianas (x, y). Você pode conferir o mapa.

Assim como o CryptoKitties, o DApp argentino está angariando muitos usuários em busca de participar da plataforma, uma mistura de jogo, secondlife e facebook, mas com gestão em blockchain, tokens ERC20 e ERC721. Recentemente, um terreno virtual de 100 m² foi vendido por mais de US$120 mil e, no final de outubro, um usuário chegou a pagar, já por meio da integração com a Ripio, mais de US$215 mil por uma propriedade virtual em 126 parcelas.

Este é o foco da RCN, permitir empréstimos na Decentraland, e para isso, basta preencher um breve formulário com os detalhes da transação (quantia solicitada, duração, valor mínimo de juros, taxa de juros, taxa punitiva de juros e data de vencimento) e depositar pelo menos 10% do valor total do terreno em questão. O smart contract de empréstimo estará imediatamente disponível (“à venda”) e qualquer credor poderá emprestar fundos e executar esse contrato.

“A parceria entre a RCN e a Decentraland – dois dos mais promissores projetos baseados em Ethereum – destaca como diferentes aplicativos baseados em contratos inteligentes podem trabalhar juntos. Na RCN, dirigimos nossos esforços para conectar os credores e tomadores de empréstimos. Fazer isso na realidade virtual é empolgante”, conclui o CEO da RCN Sebastián Serrano.

Talvez essa não seja a melhor forma, no curto prazo, de sair do aluguel, mas com a valorização das “terras virtuais” já especula-se até a criação de subprimes, tipo de crédito que levou à crise mundial de 2008 com a quebra dos bancos norte-americanos.