O diretor financeiro da Visa, Vasant Prabhu teceu duras críticas ao Bitcoin em um entrevista ao Financial Times na última sexta-feira (17). O executivo não mediu as palavras ao atacar as criptomoedas e afirmou que facilitam crimes como a lavagem de dinheiro.

“É muito difícil arrumar dinheiro sujo através de um sistema bancário. Criptomoeda é fenomenal para todas essas coisas. Todos os criminosos e todos os políticos sujos do mundo, eu aposto, estão em criptomoedas.”

Prabhu afirmou que com a moeda convencional se conhece a origem, o que não ocorre com as moedas digitais:

“Com uma moeda emitida pelo Federal Reserve, eu sei quem está atrás disso. Com criptografia, quem é bom para o dinheiro? Quem diabos sabe? ”

 

Os investidores em bitcoin e altcoins não foram poupados de suas críticas. Prabhu diz que eles são mal informados e não têm ideia do que estão fazendo. “É um verdadeiro choque”, relata.

O diretor financeiro da maior rede de pagamentos do mundo (por valor de mercado) se arriscou a definir as moedas como uma espécie de produto de investimento:

“Minha visão pessoal é que as criptomoedas são produtos de investimento mais especulativos do que opções de pagamento, operando em um ambiente regulatório muito instável. Os mercados estão tendo a experiência hoje com as flutuações voláteis que vimos recentemente. Esse é o prenúncio do que nós o observaremos de perto.”

O outro lado das criptomoedas

Apesar das duras críticas, a Visa já esteve envolvida em negócios envolvendo criptomoedas. Ela trabalhou em parceria com o maior provedor de carteiras e Exchange dos EUA, a Coinbase. O resultado, porém, não foi muito bom. Nos últimos meses, a Coinbase acusou a Visa por causar uma interrupção considerável dos pagamentos dos clientes.

A operadora de cartões teria revertido transações antigas sob um código de categoria comercial usado para classificar uma empresa ou comprar pelo tipo de serviço, sob o qual, de acordo com a Coinbase, se “permite que grandes bancos e emissores de cartões cobrem taxas adicionais de consumidores”.

A Visa havia negado a acusação. Contudo, no mês passado, após investigação do incidente, ela resolveu se retratar em comunicado:

“Nos últimos dois dias, alguns usuários usando cartões de crédito ou débito na Coinbase poderiam ter enfrentado transações duplas em suas contas. Este problema não foi causado pelas ações da corretora”.

A Visa possui razões para atacar as criptomoedas. Com 279 milhões de dólares em capitalização de mercado, ela vinha sendo questionada por analistas e investidores se seu modelo seria interrompido em face dos sistemas de pagamento emergentes.

Dentre uma dessas formas de pagamento está aquela através de moedas virtuais. Seria muita coisa a perder tendo em vista que as suas ações representam mais de 1.000% desde a oferta pública inicial há quase dez anos, ajudada pela digitalização de pagamentos globais.

A empresa não está de braços cruzados em face das novas tecnologias. Apesar de não trabalhar diretamente com transações em criptomoedas, ela está interessada na tecnologia. O grupo sediado em São Francisco busca criar uma plataforma baseada em blockchain para bancos facilitarem os pagamentos corporativos internacionais.


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